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Então você me liga, me chama de "nojenta" e age como se absolutamente nada tivesse acontecido. Como se você nunca houvesse me deixado, como se meu coração continuasse inteiro e seu. Como se nunca houvesse me feito chorar, como se o tempo não tivesse passado, como se o passado não representasse você.
Você me pergunta como anda a vida, o que eu tenho feito pra me divertir e diz que preciso sair mais. Pergunto o porquê de você ter fugido. Silêncio. Mais uma vez você não sabe o que dizer. Você nunca sabe. Passam-se alguns instantes e você me fala o de sempre, o quanto você me ama e quer estar presente, a falta que eu faço e como você ainda compara comigo todas as garotas com quem sai. As coisas não mudaram pra você, mas mudaram pra mim. Te falo sobre as minhas novas teorias, e você me manda parar de falar de nós no passado, mas ele é tudo que nós temos, nós ficamos nele. Não existe um amor agora, só existe o amor de antes, aquele que ficou nos beijos na porta de casa, na cozinha enquanto fazíamos algo para o jantar, nos domingos que passamos abraçados na sua cama, nas roupas jogadas pela casa, nas promessas de amor no meio da madrugada, no meu perfume nas suas roupas e em todos os textos que te escrevi. Somos passado amor, nada restou e você sabe, não existe mais motivo pra ligar.

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