Quando você resolve levantar a bunda do sofá e fazer algo a respeito.
Depois de viver num limbo nos últimos dois anos e esperar ansiosamente um incidente incitante (aquele momento do filme onde algo totalmente fora de contexto acontece e muda completamente o desfecho do protagonista), eu finalmente resolvi levantar minha bunda do sofá (na verdade, é uma cama, mas para efeito mais dramático...) e fazer algo a respeito. Até agora foram quase 730 dias esperando uma resposta divina, um sinal de fumaça, um telefonema anônimo e NADA. De domingo a domingo lá estava eu procurando respostas em meio as crises existenciais que poderiam ter resolvido o buraco na camada de ozônio e ainda sim, nenhuma delas me fazia sair do estado de inercia.
Eu queria dizer que houve um momento de revelação enquanto eu atravessava uma floresta tropical, ou durante uma viagem de auto conhecimento como em Comer, rezar, amar, mas a verdade é que eu tava no trabalho rindo pencas com os meus colegas. Não me pergunte o quê especificamente naquele dia ou cena me fez entender com clareza as respostas que eu já tinha, mas foi como se alguém acendesse uma luz. Todas as coisas nas quais eu acreditava, tudo que eu sempre quis, tava ali, claro, em negrito e capslock.
Fiz uma lista pra organizar as ideias, ver quais eram as prioridades, quais dos passos seriam mais difíceis e resolvi começar por eles, mas isso é assunto pra outro post.
O que eu precisava compartilhar aqui é algo que você já deve ter lido por ai centenas de vezes, mas que nós levamos muito tempo pra entender e aceitar, tudo o que nos acontece é uma consequência das nossas escolhas. Quando você se coloca num limbo, quando você escolhe ficar lá, ninguém e nada no mundo pode te tirar de lá. Se você não gosta da sua vida como ela está agora, pare de esperar por algo, mude. Aceitar esse desafio é uma puta responsabilidade, mas também é libertador.
Tô indo ali viver, porque afinal, só depende de mim!

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