Aviso: o post abaixo está repleto de metáforas (não tão boas)
Não faz muito tempo, comecei a pesquisar sobre um caminho diferente pra minha vida. Sabe quando você olha em volta e sente tudo... Estagnado?! É como se o conformismo tomasse conta e todos os sonhos (e listas) tivessem guardados no fundo daquela gaveta onde ninguém mexe.
Pior que essa sensação de estagnação, é a infelicidade que geralmente a acompanha. Você quer mais, você precisa de mais, mas se mover da muito trabalho, gera conflito, traz o novo e o novo (sempre) dá medo.
Pode ser que tudo isso não faça nenhum sentido pra você agora, e tudo bem pra mim, mas acredite em algum momento dá vida, você muito provavelmente vá se sentir assim... Com um medo enorme tomando conta de tudo a sua volta e você simplesmente finca os pés no cimento ainda fresco e sabe que aquilo vai secar e te manter ali (pra sempre?!), mas fica lá, esperando.
Sair é uma alternativa possível, porém confusa demais. A infinidade de caminhos é tanta que o pavor te mantém lá. Você quer o caminho certo (embora ele não exista), tenta ser realista, pensar a curto e longo prazo, você planeja tudo, sonha acordado com cada detalhe, mas não se mexe. Tudo que pode dar errado é imensamente maior e (putz) o medo prevalece.
Embora existam uma infinidade de livros de auto ajuda no mercado com títulos e formulas que prometem ser um manual para uma vida feliz, felicidade é um termo muito relativo e você pode não senti-la mesmo depois de seguir a risca tudo o que está ali. Não, eu não estou dizendo que esse tipo de leitura é inútil, até porque, o blog tem seguido muito essa linha por eu estar numa fase de auto descoberta (tardia). Todo conhecimento é válido, mas lembre-se que é também essa falta de roteiro da vida que pode te levar pra onde você quiser.
Quando se está parado a muito tempo como eu, é necessário usufruir de cada minuto em que o medo não se faz presente. Esses insights, me fizeram chegar mais longe com o meu plano (que em breve também será compartilhado) do que eu nunca imaginei. É claro, que o medo ainda me acompanha, ontem por exemplo, num dia em que tudo aconteceu de um jeito diferente do habitual, eu revirei o universo de cabeça pra baixo pra ficar triste por algo. Esse é um tipo de sintoma que ficar estagnado por tempo demais faz você desenvolver.
Mas se você quer saber, certo estava Ted Mosby: “if you’re not scared, you’re not taking a chance and, if you’re not taking a chance, then what the hell are you doing?”. Em tradução livre...
Se você não está com medo, você não está se arriscando e, se você não está se arriscando, então o que raios você está fazendo?

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