sábado, 16 de julho de 2016

Um brinde ao descobrimento

Eu sei, eu sei, ta tudo muito auto-ajuda por aqui. Mas companheiros terráqueos, é o que tem pra hoje.


Ultimamente tenho lido muito sobre minimalismo, consumo consciente e curtido essa vibe "viva com o que você precisa", mas se tem uma coisa que eu sei, é que necessidade é um troço muito relativo, e pra definir as suas é indispensável entender muito sobre si mesmo. 
Entender as suas necessidades (aquelas que vão além das primitivas) leva um tempo e exige maturidade (coisa que diga-se de passagem, eu ainda não tenho o suficiente), mas sem dúvida deve ser libertador. De forma mais objetiva, as necessidades variáveis as quais eu me refiro, são aquelas que estão entre o que você realmente precisa e o que você quer e isso vale também pra quela mudança de hábito que que a gente põe nas listas do final do ano (mas isso já é assunto pra um outro post).

Comigo, por exemplo, sempre foi bem difícil encontrar esse equilíbrio porque eu sou aquela pessoa 8 ou 80, e ai o que acontecia é que ou eu tava comprando loucamente tudo aquilo que eu queria, ou simplesmente abrindo mão da qualidade daquilo que eu realmente precisava pra economizar e de uma forma ou de outra, isso sempre resultava em insatisfação. Lendo e vendo vídeos na internet de gente que aplica esse conceito em todas as áreas da vida, foi que veio o estalo: eu ainda posso ter aquilo que eu quero, desde que eu também precise e que valha a pena o gasto (pra eu não ficar me sentindo culpada depois). Resumindo, você tem que encarar a compra como um investimento e unir aquilo que você quer com aquilo que você precisa.

No meu caso, ao me estudar, entendi que em geral eu gasto sempre com as mesmas coisas: maquiagem, livros, cabelo e comida. Percebi que esses são os meus itens de consumo imediato dentro da minha wishlist, o resto, eu consigo esperar pra ter. Depois de me dar conta disso, me deparei com uma maleta cheia de maquiagens compradas por impulso que eu provavelmente vou usar uma ou duas vezes na vida. uma estante de livros comprados que alguns nunca foram lidos e produtos capilares fora da validade e pior ainda, algumas dessas coisas provavelmente foram parceladas em mais vezes do que foram usadas.

Como a palavra de ordem agora é praticidade, resolvi que precisava fazer algo a respeito e optei por começar pelas maquiagens, sai distribuindo aquelas que eu sabia que não ia usar nunca, mas que continuavam lá, fiz o mesmo com os livros, roupas e acessórios. Me desfiz de todos os produtos fora da validade (incluindo esmaltes) e tenho que confessar que ver tudo aquilo junto me deu um susto e ao mesmo tempo um alívio, mas principalmente (como pão dura que sou), um pensamento de: como eu gastei tanto com tudo isso mesmo sabendo que ia acabar jogado?!

Enfim... Não vou dizer que nunca mais eu venha a comprar algo que não precise, mas posso afirmar que agora sei reconhecer e equilibrar as coisas e que isso tem me levado a consumir menos e ainda sim me deixado mais satisfeita. E se você quer entender um pouquinho mais é só dar uma lida no blog Sem Moldura, por lá você encontra dicas de organização e consumo.

\o/


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